O Projeto Ingá é um dos projetos mais estratégicos e transformadores do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), consolidando-se como um marco no desenvolvimento sustentável de Juruti e da região do Baixo Amazonas. Criado em 2021, o Ingá tem como missão fortalecer a gestão territorial, promover arranjos produtivos sustentáveis, restaurar áreas degradadas e gerar indicadores sólidos para apoiar políticas públicas e decisões comunitárias.
Sob a coordenação do IJUS e com o apoio de parceiros estratégicos como USAID, Alcoa Foundation, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e outras instituições colaboradoras, o projeto conecta ciência, gestão participativa e protagonismo comunitário. Todas as ações são alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, reforçando o papel de Juruti como referência em inovação socioambiental na Amazônia.
Fase 1 – Formação e Implementação Inicial (2021–2022)
A primeira fase do Projeto Ingá foi marcada por planejamento estruturado, capacitação de lideranças locais e implantação de ações pioneiras.
Principais resultados:
27 famílias atendidas diretamente.
39 hectares de floresta protegidos.
30 hectares de áreas degradadas restauradas com Sistemas Agroflorestais (SAFs).
26.300 sementes distribuídas para plantio.
Implantação de um viveiro de mudas na APA Jará.
Mais de 280 pessoas capacitadas em cursos e oficinas práticas sobre agricultura sustentável, manejo florestal e organização comunitária.
Investimento total: R$ 1,4 milhão.
Essa fase foi crucial para criar confiança nas comunidades e mostrar que desenvolvimento e conservação podem caminhar juntos.
Fase 2 – Expansão e Consolidação (2023–2024)
A segunda fase levou o Ingá a um novo patamar, ampliando o número de beneficiários, expandindo as áreas restauradas e fortalecendo as redes comunitárias.
Principais resultados:
1.271 pessoas capacitadas em temas como produção agroflorestal, meliponicultura, energia renovável e gestão comunitária.
70 mil mudas e sementes entregues para diversificação produtiva.
60 hectares restaurados e 60 hectares protegidos em unidades familiares.
Estruturação do Observatório de Indicadores de Sustentabilidade de Juruti — ferramenta inédita para monitorar dados ambientais, sociais e econômicos do município.
Instalação de kits de energia solar para 30 famílias, promovendo autonomia energética.
Além dos ganhos ambientais, a segunda fase trouxe melhorias diretas na renda das famílias e fortaleceu a governança local, integrando comunidades, empresas e poder público.
Fase 3 – Transformação e Sustentabilidade (2025 – em andamento)
A terceira fase, iniciada em 2025, é a etapa mais abrangente e estratégica do Ingá, com ações inovadoras e metas ousadas.
Principais ações em andamento:
Ampliação das áreas de Sistemas Agroflorestais (SAFs) em diferentes comunidades.
Implantação de unidades demonstrativas de meliponicultura com abelhas nativas sem ferrão para fortalecer a cadeia do mel e preservar a biodiversidade.
Formação de mulheres empreendedoras para liderança e gestão de negócios sustentáveis.
Atividades de educação climática e manejo florestal para jovens e adultos.
Consolidação do Observatório de Indicadores como ferramenta permanente de gestão territorial.
Distribuição de tecnologias sociais, como kits de energia solar, telefonia rural e purificadores de água.
O objetivo é deixar um legado duradouro de autonomia produtiva, preservação ambiental e protagonismo comunitário.
Impactos e Alcance do Projeto Ingá (2021–2025)
Mais de 300 famílias beneficiadas diretamente.
Área de atuação: 132 mil hectares no território de Juruti.
+ 100 hectares restaurados e + 100 hectares protegidos.
+ 96 mil mudas e sementes distribuídas ao longo das fases.
Mais de R$ 2 milhões investidos em ações socioambientais.
Centenas de horas de capacitação para agricultores, jovens, mulheres e lideranças comunitárias.
Integração de mais de 15 comunidades rurais e ribeirinhas.
Por que o Ingá é estratégico para o IJUS e para Juruti?
O Ingá é considerado um projeto potencial do IJUS porque reúne todos os elementos que fazem parte da missão institucional:
Conservação da biodiversidade.
Fortalecimento da agricultura familiar.
Geração de renda com base sustentável.
Gestão participativa e inclusiva.
Produção e uso de indicadores para orientar políticas públicas.
O Ingá prova que, quando comunidade, ciência e investimento se unem, é possível gerar resultados duradouros para a Amazônia — respeitando a cultura, protegendo a floresta e fortalecendo as pessoas que nela vivem.