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Juruti recebe o 5º dia do Encontro Amazônico da Rede de Bancos Comunitários com lançamento oficial da Moeda Social Juruteka

O município de Juruti viveu, no dia 07 de julho, um momento histórico para o fortalecimento da economia local, da inclusão produtiva e das finanças solidárias na Amazônia. A cidade recebeu o 5º dia do Encontro Amazônico da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, uma agenda que reuniu representantes de bancos comunitários, instituições parceiras, sociedade civil, empresas, poder público e lideranças comprometidas com o desenvolvimento dos territórios amazônicos.

A programação do Encontro Amazônico teve início no dia 02 de julho, em Belém, com um seminário de abertura que reuniu diversas entidades e representantes de bancos comunitários da região. Entre eles, esteve o Banco Juruti Sustentável, BANJUS, iniciativa do Instituto Juruti Sustentável, IJUS, representado pelo Diretor Presidente Gustavo Hamoy, que participou como painelista no diálogo sobre a Rede Brasileira de Bancos Comunitários e os Bancos Comunitários da Amazônia.

Durante esse momento, o BANJUS apresentou sua experiência em Juruti, destacando sua atuação no microcrédito produtivo orientado, no apoio a empreendedores urbanos e rurais e na construção de alternativas financeiras voltadas à realidade do território.

Nos dias seguintes, a agenda seguiu com visitas técnicas a experiências de economia solidária no Pará. Os representantes do BANJUS conheceram o Instituto de Desenvolvimento Amazônia Sustentável, IDEASSU, e o Banco Social ASSUBANK, em Igarapé-Açu, uma iniciativa reconhecida pelo Movimento Moeda Verde, que une ecologia, participação comunitária e circulação econômica local.

A programação também incluiu visita ao Instituto Tupinambá e ao Banco Comunitário Tupinambá, na comunidade da Baía do Sol, na Ilha de Mosqueiro, em Belém. A experiência é considerada uma das iniciativas de economia solidária mais relevantes da Amazônia, fortalecendo a inclusão financeira, a moeda social e a organização comunitária no território.

Após esse percurso de troca, aprendizado e articulação, o 5º dia do Encontro Amazônico chegou a Juruti, tendo o Instituto Juruti Sustentável como anfitrião. A programação foi marcada pela visita ao IJUS, pela apresentação institucional do BANJUS e pelo lançamento oficial da Moeda Social Juruteka.

O momento contou com a participação da Diretoria do IJUS, incluindo Gustavo Hamoy, Diretor Presidente; Deise Melo, Diretora Tesoureira; Fabiana Oliveira, Diretora Secretária Geral; Nayme Lopes, Diretora Social, Vinícius Calazans, Diretor de Juventude, Diretora Presidente Suplente Gilza Amaral, Diretor Social Suplente Thiago Andrade e Diretora de Juventude Suplente Carolina Lima. Também estiveram presentes representantes da sociedade civil, empresas, poder público, parceiros, empreendedores e convidados que acompanharam de perto esse novo capítulo da economia solidária em Juruti.

Durante a programação, o BANJUS foi apresentado como uma das iniciativas estratégicas do IJUS para o fortalecimento da economia local. Criado para ampliar o acesso ao microcrédito produtivo orientado, o Banco Juruti Sustentável apoia empreendedores formais e informais, tanto da zona urbana quanto das comunidades rurais, contribuindo para a geração de renda, fortalecimento de pequenos negócios e desenvolvimento comunitário.

O grande destaque da noite foi o lançamento da Juruteka, a Moeda Social de Juruti. Criada para funcionar de forma complementar ao Real, a Juruteka nasce com o propósito de fazer os recursos circularem dentro do próprio município, fortalecendo comércios, farmácias, prestadores de serviços e empreendimentos credenciados ao BANJUS.

A Juruteka será utilizada em uma rede local conveniada, onde empreendedores cadastrados poderão receber a moeda social e utilizá-la em estabelecimentos participantes. Dessa forma, os recursos permanecem circulando em Juruti, gerando oportunidades, ampliando o consumo local e fortalecendo a economia do território.

Cada J$ 1,00 equivale a R$ 1,00, e seu uso será exclusivo na rede credenciada ao BANJUS. Mais do que uma moeda, a Juruteka representa pertencimento, confiança, cooperação e valorização da economia jurutiense.

A identidade visual da moeda também foi pensada a partir dos símbolos do território. A marca da Juruteka reúne elementos como a silhueta do mapa de Juruti, o pássaro que inspirou o nome do município e grafismos que remetem à força, proteção e identidade dos povos originários. Já as notas trazem referências importantes de Juruti, como a Praia do Formigão, o manejo de quelônios, a mandioca, as riquezas naturais, o Festribal e o pássaro Juruti.

Para o Diretor Presidente do IJUS, Gustavo Hamoy, o lançamento da Juruteka representa um avanço concreto na construção de uma economia mais forte e conectada ao território.

“A Juruteka nasce para fortalecer Juruti a partir da nossa própria economia. Quando criamos uma moeda social, criamos também uma ferramenta de pertencimento, confiança e circulação local. O objetivo é apoiar nossos empreendedores, valorizar quem produz e faz a economia acontecer, e garantir que os recursos permaneçam no município, gerando mais oportunidades para a nossa população”, destacou Gustavo Hamoy.

Ao longo dos anos, o Instituto Juruti Sustentável tem atuado no desenvolvimento local por meio de projetos voltados à sustentabilidade, inclusão produtiva, fortalecimento comunitário, juventude, empreendedorismo e geração de oportunidades. Dentro dessa trajetória, o BANJUS se consolida como um grande caso de sucesso, mostrando como o crédito orientado, o acompanhamento técnico e a economia solidária podem transformar realidades.

O lançamento da Juruteka reforça esse caminho e marca uma nova etapa para Juruti. A moeda social chega como uma ferramenta inovadora, construída a partir do diálogo, da cooperação e do compromisso com o território.

Mais do que encerrar uma etapa do Encontro Amazônico, o 5º dia realizado em Juruti simbolizou o início de uma nova caminhada. Uma caminhada em que a economia local ganha força, os empreendedores ganham novas possibilidades e a comunidade passa a reconhecer, ainda mais, o valor de fazer a riqueza circular dentro do próprio território.

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