Juruti vive um momento histórico para o fortalecimento da economia local e das finanças solidárias na Amazônia. Nesta terça-feira, 7 de julho, o município recebe o 5º dia do Encontro Amazônico da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, uma agenda voltada ao diálogo, à cooperação e à construção de caminhos para o desenvolvimento dos territórios amazônicos.

Nesta etapa do encontro, o Instituto Juruti Sustentável, IJUS, atua como anfitrião, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento local, a inclusão produtiva, a sustentabilidade e o fortalecimento das comunidades. A programação marca também um passo importante para o Banco Juruti Sustentável, BANJUS, com o lançamento oficial da Juruteka, a moeda social de Juruti.
A Juruteka nasce como uma ferramenta de fortalecimento da economia local. Criada para circular em estabelecimentos, comércios e serviços credenciados, a moeda social tem como propósito fazer com que os recursos permaneçam dentro do próprio município, gerando oportunidades, renda, pertencimento e valorização dos empreendedores locais.
Mais do que uma moeda, a Juruteka representa uma nova forma de pensar o desenvolvimento econômico do território. Ela chega como instrumento de cooperação, confiança e circulação comunitária, conectando consumidores, empreendedores, prestadores de serviços e instituições em torno de um objetivo comum: fortalecer Juruti a partir de sua própria economia.
O lançamento acontece dentro de uma agenda maior de fortalecimento dos bancos comunitários na Amazônia. Ao longo do encontro, representantes de diferentes territórios vêm compartilhando experiências sobre moedas sociais, crédito orientado, economia solidária, sustentabilidade, inovação financeira e desenvolvimento comunitário.
Por meio do BANJUS, Juruti passa a integrar de forma ainda mais ativa esse movimento nacional de finanças solidárias. O banco comunitário já atua no município com microcrédito produtivo orientado, apoiando empreendedores urbanos e rurais, fortalecendo pequenos negócios e contribuindo para a geração de renda no território.
A chegada da Juruteka amplia essa atuação, criando uma estratégia complementar para estimular o consumo local e fortalecer a rede de empreendedores cadastrados. A proposta é que a moeda circule dentro de Juruti, movimentando comércios, farmácias, prestadores de serviços e demais estabelecimentos credenciados ao BANJUS.
Durante a programação, a moeda social será apresentada ao público, destacando seu funcionamento, seus objetivos e os elementos que compõem sua identidade. A Juruteka foi pensada a partir do território, da cultura e dos símbolos de Juruti, trazendo em sua marca e em suas notas referências à geografia, à biodiversidade, à agricultura familiar, à cultura popular e às riquezas naturais do município.
Para o IJUS, o lançamento da Juruteka representa mais um passo concreto em sua missão de promover o desenvolvimento local de forma participativa, sustentável e conectada às necessidades da população. A iniciativa reforça a importância de criar soluções econômicas que valorizem as pessoas, os pequenos negócios e a força produtiva do território.
O 5º dia do Encontro Amazônico da Rede Brasileira de Bancos Comunitários em Juruti celebra, portanto, mais do que o lançamento de uma moeda social. Celebra a cooperação, a confiança, o pertencimento e a construção coletiva de uma economia mais forte, solidária e sustentável.
Com a Juruteka, Juruti inicia uma nova etapa em sua caminhada de desenvolvimento, mostrando que quando a riqueza circula dentro do território, a comunidade cresce junto.




