Em Juruti, o manejo de quelônios representa uma importante ação de sustentabilidade e conservação da biodiversidade amazônica. A prática envolve o cuidado com espécies que fazem parte dos ecossistemas de rios, lagos e praias de desova, contribuindo para a proteção da vida silvestre e para o equilíbrio ambiental do território.

Entre os anos de 2021 e 2025, mais de 276 mil filhotes de quelônios foram devolvidos à natureza em Juruti. Somando os dados apresentados, foram 276.027 filhotes manejados e soltos, sendo 39.605 em 2021, 54.769 em 2022, 53.054 em 2023, 58.366 em 2024 e 70.233 em 2025.
Entre as espécies monitoradas estão a Tartaruga-da-Amazônia, o Tracajá, o Pitiú, a Irapuca ou Calalumã, a Perema e o Cabeçudo. Essas espécies possuem grande importância para a biodiversidade amazônica e reforçam a necessidade de preservar os ambientes naturais onde vivem, se reproduzem e completam seus ciclos de vida.
O manejo envolve etapas como a coleta dos ovos nas praias de desova, o transplante para áreas protegidas, a avaliação dos cercados de incubação, a medição dos filhotes e o acompanhamento nos berçários até a soltura na natureza.
Essa ação mostra como a conservação ambiental depende da união entre conhecimento, cuidado e participação comunitária. Em Juruti, a proteção dos quelônios fortalece a educação ambiental, valoriza os saberes do território e contribui para que as futuras gerações compreendam a importância de preservar a biodiversidade amazônica.

Cada filhote devolvido à natureza representa vida, equilíbrio e compromisso com o futuro. Mais do que números, o manejo de quelônios em Juruti revela uma prática de cuidado coletivo com a Amazônia e com os caminhos da sustentabilidade no território.

