O Instituto Juruti Sustentável fortalece sua presença nacional e internacional na COP30 e retorna a Juruti com novas conexões, oportunidades de parceria e reconhecimento público por seu modelo de governança e projetos transformadores
O Instituto Juruti Sustentável (IJUS) viveu uma participação histórica na COP30, levando ao maior evento climático do planeta uma mensagem clara: soluções amazônicas já existem, funcionam e transformam vidas, especialmente no território de Juruti. Com 17 anos de atuação, o IJUS apresentou ao mundo sua experiência consolidada em governança territorial, investimentos de impacto, gestão transparente e forte protagonismo comunitário — reafirmando Juruti como um dos mais sólidos laboratórios vivos de desenvolvimento sustentável da Amazônia.
A COP30, sediada pela primeira vez na região amazônica, ampliou a visibilidade de organizações que atuam diretamente nos territórios e sentem diariamente os efeitos da emergência climática. Nesse cenário, o IJUS se destacou não apenas por participar, mas por apresentar resultados reais e comprovados, construídos ao longo de quase duas décadas. Reconhecido como referência em governança tripartite, o Instituto circulou por diversos espaços da conferência, contribuindo para debates e painéis estratégicos nas áreas Blue Zone, Green Zone, Free Zone, Agrizone, EN Zone, universidades e espaços dedicados à bioeconomia, agricultura sustentável, juventudes, moedas sociais e justiça social.

A agenda intensa reflete o tamanho do protagonismo do Instituto nesta COP. Entre os dias 10 e 21 de novembro, o IJUS e o BANJUS estiveram representados no estande da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, na Zona Verde, evidenciando o impacto da inclusão financeira e da moeda social no território. No dia 11 de novembro, o Instituto participou do anúncio de investimento da Alcoa e Alcoa Foundation, com foco em saneamento e economia circular, seguido de presença no painel Cadeia Ética e Consumo Consciente, que discutiu práticas sustentáveis e transição justa.

No dia 17 de novembro, no Pavilhão Pará, Zona Verde da COP30, o IJUS marcou presença em um dos momentos mais simbólicos da conferência: o painel “Vozes da Amazônia: Governança Local, Protagonismo Feminino e Ação Climática nos Territórios”. O diálogo reuniu lideranças que fazem parte do tecido social e cultural de Juruti e da Amazônia. O painel foi composto por Nayme Lopes, Diretora Social do IJUS e Secretária da SEMMA em Juruti; pela prefeita de Juruti, Lucidia Benitah; pela indígena Munduruku e ícone cultural do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque; e pelo IJUS representado por sua Diretora Secretária, Fabiana Oliveira. Cada liderança trouxe ao debate perspectivas essenciais sobre território, ancestralidade, governança e ação climática, fortalecendo a representatividade feminina e amazônica na COP.

“Estar na COP30 representando o IJUS e o nosso território de Juruti foi algo muito especial pra mim. Participar desse painel só reforçou o quanto a Amazônia tem voz, tem potência e tem mulheres incríveis construindo soluções todos os dias.
Poder falar sobre governança, território e ação climática ao lado de pessoas que admiro foi um momento de muito aprendizado e de certeza: a Amazônia é protagonista, sabe o que quer e está construindo o seu próprio futuro. Me senti honrada e ainda mais comprometida com esse trabalho.”
Fabiana Oliveira – Diretora Secretária do IJUS

A participação também se estendeu à agenda de moedas sociais no dia 15 de novembro, com visitas técnicas e intercâmbio sobre políticas de economia comunitária. À noite, o IJUS marcou presença na exibição do documentário “Histórias +Conectadas”, fortalecendo o vínculo institucional com a Rede Amazônia +Conectada. No dia 16, integrou o painel “Territórios Amazônicos: Efeitos, Impacto e Resiliência”, apresentando o Projeto Ingá e discutindo caminhos de adaptação climática.
A agenda avançou no dia 17 de novembro com participação no seminário sobre bancos comunitários e ecologia monetária, reforçando o histórico do BANJUS como modelo de inclusão financeira. Já no dia 18, o IJUS esteve presente em dois momentos importantes: o painel Agrizone 2025, com Gustavo Hamoy discutindo conectividade e agricultura sustentável, e o painel PPA “A Resposta da Amazônia”, debatendo desenvolvimento sustentável e resiliência climática no Pavilhão do Pará.










O ponto alto, entretanto, ocorreu no dia 20 de novembro, na Casa Futura, quando o IJUS apresentou sua roda de conversa oficial na COP30. Diante de um público diverso, composto por lideranças, pesquisadores, empresas, movimentos sociais e representantes de governos, o Instituto compartilhou sua visão de governança tripartite e a maturidade de sua atuação em Juruti. A apresentação destacou conquistas construídas a partir da união entre poder público, sociedade civil e iniciativa privada, um modelo que há 15 anos garante legitimidade, eficiência, transparência e segurança institucional.
Nesse espaço, o IJUS também apresentou os resultados de projetos emblemáticos que hoje sustentam cadeias produtivas sustentáveis, juventudes, inclusão produtiva, reflorestamento, agricultura resiliente, fortalecimento comunitário e monitoramento territorial por meio do OIDS. O FUNJUS foi apresentado como instrumento-chave de financiamento transparente, capaz de inspirar novos territórios amazônicos a adotarem modelos de governança eficazes e sustentáveis.
A participação do Instituto na COP30 foi marcada por ampla articulação com parceiros históricos, como Alcoa e Alcoa Foundation, além de novos diálogos promissores. Para Fábio Abdala, gerente sênior de Desenvolvimento Social da Alcoa, o modelo do IJUS demonstra como é possível gerar prosperidade com inclusão. Representantes do Instituto Recicleiros, da Fundação Roberto Marinho, da Rede de Bancos Comunitários, universidades e demais organizações reforçaram a relevância e a credibilidade do modelo tripartite de Juruti.

“A COP30 abriu novas portas para o IJUS. Voltamos com conexões importantes, ideias renovadas e a certeza de que nosso modelo tem força para crescer e inspirar outros territórios. As experiências e diálogos que vivemos aqui reforçam que Juruti está pronta para dar o próximo passo no desenvolvimento sustentável da Amazônia.”
Gustavo Hamoy – Diretor Presidente do IJUS
Ao retornar para Juruti, o IJUS traz novas conexões, perspectivas de colaboração e convites para expandir sua atuação. A COP30 consolidou o Instituto como uma das vozes amazônicas mais preparadas para dialogar com o mundo sobre clima, governança, desenvolvimento e justiça social. O IJUS reafirma seu compromisso de fortalecer iniciativas que integram território, conhecimento local, ciência, juventudes e impacto social — sempre com transparência, participação e resultados.
Juruti não apenas marcou presença na COP30. Ela mostrou ao mundo que a Amazônia tem soluções, e o IJUS é uma delas.




